
Não é que fôssemos amigos de longa data. Desde esse momento estávamos juntos a qualquer hora. Há tanto tempo precisávamos de uma amigo que nada havia que não confiássemos um ao outro. Chegamos a um ponto de amizade que não podíamos mais guardar um pensamento: um telefonava logo ao outro, marcando encontro imediato. Depois da conversa, sentíamo-nos tão contentes como se nos ti vés se mos presenteado a nós mesmos.
Lispector, Clarice. Uma Amizade Sincera. In Felicidade
Clandestina. Rio de Janeiro, Rocco, 1998
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